“A reencarnação é uma oportunidade de abrandamento da memória para que se possa fazer um novo caminho”. Essa foi a mensagem apresentada por Jorge Elarrat no primeiro dia do 11º Congresso Espírita do Distrito Federal. De forma leve, o palestrante convidou os congressistas a resolverem o problema do desamor na convivência com pessoas que foram desafetas em vidas passadas e que se encontram reencarnadas, muitas vezes, no mesmo núcleo familiar.
Ao resgatar a literatura espírita, Elarrat destacou que a encarnação é a possibilidade para que se esqueça temporariamente o que se fez aos outros, o que os outros fizeram a si e, por fim, o que se fez a si mesmo. Sem a oportunidade da reencarnação, que impõe um véu sobre o passado, os Espíritos teriam dificuldade para evoluir.
Jorge Elarrat também falou sobre a importância da fé para enfrentar as dificuldades que a vida traz. Segundo o palestrante, “a fé é a janela para que eu contemple a vida espiritual”. No entanto, afirmou que, na virada do século XVIII para o XIX, a humanidade chegou à conclusão de que deveria continuar a jornada deixando de lado a fé. Os homens teriam concluído que a fé seria a culpada pelas guerras e misérias enfrentadas até então. Para o palestrante, a decisão equivocada colocou em risco a própria humanidade.
Segundo Jorge Elarrat, a partir do momento em que o homem fechou a janela da fé, caiu na cilada de si mesmo, acreditando na ideia de que a vida é só o corpo físico. “Nunca tivemos tanta dor, sofrimento, depressão, tanta ansiedade, tanto vazio existencial, tanto afrouxamento dos laços de afeto, tanta ideação suicida, tanta angústia e sofrimento mental por falta de espiritualidade”, disse Elarrat.
O palestrante convidou os congressistas a perseverarem na caridade verdadeira. E lembrou que a primeira caridade deve ser feita em casa.
Por fim, Jorge Elarrat fez um convite ao autoconhecimento para que se possa alcançar a transformação. “O Cristo traz o roteiro ideal para as nossas vidas, e só nós é que podemos libertar as nossas almas a partir da conversão ao verdadeiro amor”, concluiu Elarrat.
Momento Vivencial
Na conclusão do primeiro dia, a palestrante Ana Tereza Camasmie retornou ao palco para conduzir um momento vivencial. Ela convidou os congressistas a saudarem uns aos outros e destacou a importância da fraternidade como sustentáculo da vida.
(Luana Karen)